quinta-feira, 16 de abril de 2015

SENTENÇA DE MORTE DE JESUS CRISTO - משפט על מותו של ישו

Esta sentença encontra-se gravada numa placa de cobre e, em ambos os lados, lêem-se estas palavras: "uma placa igual foi encaminhada para cada Tribo". Foi encontrada dentro de um antigo vaso de mármore branco durante escavações realizadas em Áquila, reino de Nápoles, no ano de 1820, pelos comissionários de artes que acompanhavam o exército francês, após a expedição de Napoleão. O vaso encontrava-se dentro de uma caixa de ébano na sacristia dos Cartuxos, próximo a Nápoles; atualmente encontra-se na Capela de Caserte. A tradução a seguir, feita a partir do original em hebraico, foi realizada pelos membros da Comissão de Artes. Após muitas súplicas, os Cartuxos conseguiram que a referida placa não fosse levada [para a França], como reconhecimento dos inúmeros serviços que prestaram ao exército francês.

  A SENTENÇA

No ano dezessete do império de Tibério César, Imperador Romano de Todo o mundo. Monarca invencível na Olimpíada cento e vinte e um e na Ilíada  vinte e quatro da criação do mundo, segundo o número e cômputo dos hebreus quatro vezes mil cento e oitenta e sete do primogênito do Romano império no ano setenta e três e na libertação do cativeiro de Babilônia,no ano mil duzentos e sete, sendo governador da Judeia Quinto Sergio, sob o regimento e governador da cidade de Jerusalém. Presidente gratíssimo Pôncio Pilatos, regente na baixa Galiléia, Herodes Antipas, Pontíficie do sumo Sacerdote Caifás; magnos do templo Alis Almael, Robas Acasel, Francino Centauro; cônsules romanos da cidade de Jerusalém, Quinto Cornélio Sublime e Sisto Rusto, no mês de março e dia XXV do ano presente - Eu, Pôncio Pilatos, aqui Presidente do Império Romano dentro do Palácio e arqui-residência, julgo, condeno e sentencio à morte, Jesus, chamado pela plebe  Cristo Nazareno - galileu da nação, homem sedioso contra a Lei Mosaica - contrário ao grande Imperador Tibério Cesar.
Determino e ordeno por esta, que se dê morte na cruz, sendo pregado com pregos como todos os réus, porque agregando e ajustando homens, ricos e pobres, não tem  cessado de promover tumultos por toda a Judéia dizendo-se filho de Deus e Rei de Israel, ameaçando com a ruina de Jerusalém e do Sacro Templo, negando o tributo à Cesar, tendo ainda o atrevimento de entrar em ramos e em triunfo com grande parte da plebe, dentro da cidade de Jerusalém. 
Que seja ligado e açoitado e açoitado e que seja vestido de púrpura e coroado de alguns espinhos, com a própria cruz aos ombros, para que sirva de lição aos demais malfeitores e que juntamente com ele, sejam conduzidos dois ladrões homicidas; saindo logo pela porta sagrada, hoje Antoniana e que  se conduza Jesus ao monte público da Justiça, chamado Calvário, onde crucificado e morto ficará seu corpo na cruz, como espetáculo para todos os malfeitores e que sobre a cruz se escreva em diversas línguas, este título: JESUS NAZARENO REX JUDEORUM.
 Manda ao primeiro centurião, Quirilino Cornélio, que o conduza ao local de suplício. Fica proibido a qualquer pessoa, pobre ou rica, impedir a morte de Jesus. Mando, também, que nenhuma pessoa de qualquer estado ou condição se atreva, temerariamente, a impedir a Justiça por mim mandada, administrada e executada com todo o rigor, segundo os Decretos e Leis Romanas, sob as penas de rebelião contra o Imperador Romano.
São testemunhas da nossa sentença:



Pelas doze tribos de Israel:
Rabaim Daniel,
Rabaim Joachim Banicar,
Benbasu,
Laré Petuculani.
Pelos Fariseus:
Bullieniel,
Simeão,
Ranol,
Babbine,
Mandoani,
Bancurfossi.

Pelos Hebreus:
Matumberto.

Pelo Império Romano e pelo Presidente de Roma:
          Lucio Sextilio e
          Amacio Chilicio.
Até hoje se discute a ilegalidade da sentença de Jesus Cristo.
A priori importante observar que ao longo da história muitos cristãos sempre deram maior notoriedade somente a duas pessoas no episódio, quais sejam, Judas Iscariotes um dos apóstolos e Poncio Pilatos governador da Judéia entre 26 a 37 d.C, no entanto, a Bíblia faz vários esclarecimentos e narrativas que destacam outros envolvidos neste episódio, considerado por muitos juristas como um julgamento injusto, ilegal e escandaloso, do ponto de vista jurídico e das leis da época, sendo também esta a opinião de Ruy Barbosa, (apud Ribeiro, Roberto V. Pereira, 2010, pg. 33): 
 “No julgamento instituído contra Jesus, desde a prisão, uma hora talvez antes da meia-noite de quinta-feira, tudo quanto se fez até o primeiro alvorecer da sexta-feira subseqüente, foi tumultuário, extrajudicial, e atentatório dos preceitos legais”. 
A leitura de Marcos 14.1-2, deixa claro um plano dos chefes dos sacerdotes e os mestres da Lei para prender e matar Jesus em segredo. “Eles diziam: - Não durante a festa, para não haver uma revolta no meio do povo”, eles sabiam que Jesus tinha muitos seguidores. 
Advogados mexicanos consideram " sentença de Jesus" ilegal. 

A sentença a que foi submetido Jesus de Nazaré, há cerca de 2000 anos, estava cheia de irregularidades. A avaliação foi feita por advogados mexicanos em uma atualização baseada na legislação romana daquele tempo e com os códigos jurídicos do Talmud.(estudo, em hebraico). " Foi uma sentença arranjada que salta a vista em qualquer análise jurídica. Pagaram testemunhas e elas se contradisseram. Certamente está cheio de irregularidades ", afirmou o especialista em direito
Victor Pérez. 

Baseado nas condições policiais e judiciais em que se encontrava a sociedade de Jerusalém na época, Jesus oi processado e condenado à morte com duas leis distintas, que sem dúvida tinham que coincidir" " Como se tratava de uma causa de pena de morte, os delitos julgados pelos representantes e Roma tinham que coincidi com as acusações feitas previamente pelo conselho de judeus. Isso não aconteceu no caso de Jesus Cristo", diz. Por outro lado, o advogado Carlos Verea, autor da tese " Análise Jurídica da Sentença contra Jesus" , afirma que o fundador do cristianismo pode ser considerado um preso de consciência.". 

" Depois de analisar os acontecimentos que rodearam a sentença, assim como o interrogatório que ele (Jesus) foi submetido, podemos conferir que a sentença que se seguiu não foi jurídica, mas teve um aspecto político", disse. De acordo com a tese de Verea, a sentença de Jesus, frente às autoridades judaicas da época, iniciou-se na mesma noite de sua prisão.

"Por isso estamos diante de uma violação do Direito judeu, pelo qual havia um preceito legal que regulamentava o horário que o conselho de judeus se estabelecia como colegiado". Além desta irregularidade, a advogada Elizabeth Garcia, autora da tese " A sentença Contra Jesus", argumenta que o acusado não pode contar com testemunhas que ajudariam sua causa. 

Inicialmente, Jesus é culpado por blasfêmia " um delito que se pagava com a vida de acordo com o Talmud". No entanto, pela ocupação romana, eles estavam impedidos de executar a condenação, afirma Pérez. Jesus deveria ter sido julgado apenas por esse delito perante as autoridades romanas e não por perturbação da ordem pública. As leis judaicas estavam sujeitas às de Roma. "Um preso não podia ser julgado por um delito pelo conselho de judeus e por outro por Herodes e Pilatos" , afirma. Os três especialistas, que baseiam suas análises somente em autores daquela época, afirmam que estas falhas processuais "tornam nula qualquer sentença". 
France Presse 
Fontes:
http://www.icnvcg.com.br/audio/livros_e_biblias/a_sentenca_condenatoria_de_jesus_cristo.pdf
http://www.vozdaverdade.com.br/comentarios/sentencadejesus.htm

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